quinta-feira, 16 de junho de 2011

Aprendizagem e Tecnologia Digitais na educação

Valdenise Lima Pimentel


Pensar em educação no atual contexto de efervescentes transformações em todos os campos da ciência nos remete a necessidade de relacionar as demandas contextuais à educação, considerando sobretudo seus objetivos e processos metodológicas, uma vez que as demandas cotidianas são regidas pela dimensão política e econômica e, na educação, focada na democratização da educação escolar enquanto exigência de um mundo marcado pela dimensão globalizante. É nesse contexto que se insere as tecnologias digitais no âmbito escolar e, nesse espaço, proponho-me apenas a refletir um pouco acerca alguns elementos que considero imprescindível nessa leitura: aprendizagem e tecnologia digitas no espaço escolar.
De fato é notório a crescente discussão acerca das tecnologias digitais no contexto escolar, haja visto os inúmeros congressos, cursos, seminários, publicações etc. Tamanha preocupação não é fruto do acaso e precisa mesmo ser objeto de exaustivas reflexões. Nessa pauta entendo ser prioritário à escola pensar inicialmente em sua identidade enquanto instituição fomentadora de saberes e promotora de conhecimentos, razão pela qual convém questionar: O que de fato cada unidade de ensino pensa acerca de si mesma? O Projeto Político Pedagógico de fato traduz a dinâmica que vivencia? Incluir tecnologias digitais no campo teórico (PPP) e prático (ações cotidianas) da escola muda alguma coisa? O que já é possível vislumbrar das inúmeras investidas governamentais para promoção da inclusão digital a partir do contexto escolar? Quem promove tecnologia digital na escola pensa mesmo o quê, promove o quê, objetiva o quê?
Particularmente, penso que estamos ainda distante de uma inclusão de novas ferramentas tecnológicas em direção a construção de uma educação que promova as potencialidades dos sujeitos envolvidos, especialmente para todos os atores da escola, mas é possível pensar em alguns avanços.
Minha experiência cotidiana na escola anuncia que a inclusão das tecnologias digitais é uma realidade que merece atenção, para tanto, atrevo-me a elencar alguns desafios que julgo pertinente refletir para julgarmos a partir de nós mesmos onde estão nossos avanços e limites nessa construção:
•Ao trabalharmos com tecnologias digitais precisamos atentar para o processo de ensino e aprendizagem (metodologias, objetivos, avaliações, estratégias), refletir sobre que perspectiva de aprendizagem que desejamos desenvolver e incluir essas ferramentas enquanto material de contribuição que pode facilitar, se usado de forma adequada, o processo de aprender e ensinar e, nunca focar na tecnologia pela tecnologia.

•Precisamos desenvolver projetos com tecnologias digitais dialogando com todos os atores; alunos, professores, gestores, formadores, governantes etc. Discutindo os avanços e limites nessa inclusão, preferencialmente registrando o processo, a fim de que os saberes sejam partilhados e assim possibilite avanços.

•A formação de professores e alunos precisa acontecer concomitantemente. Quem disse que além de conteúdos programáticos nas diversas áreas os professores devem assumir o papel de professor de informática? É claro que o uso em sala de aula das tecnologias digitais pelo professor promove o conhecimento da ferramenta em si mesma, mas não é fato que todos os alunos conseguem desenvolver de forma dinâmica a proposta apresentada pelo professor, isso, por vezes demanda uma atenção particularizada que precisa ser contemplada pela escola através da administração pedagógica. Um trabalho de colaboração e cooperação precisa acontecer, o caminho, cada contexto e seus sujeitos devem encontrar.

•Não existe promoção de aprendizagem sem presença de recursos, especialmente em se tratando de inclusão de tecnologias digitais, portanto, disponibilizar recurso é fundamental, tanto quanto valorizar seu uso. Educação de qualidade preconizada na LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 não acontece sem investimentos adequados. Aqui merece um alerta, a questão não é proposta de projeto adequados, a grande questão é como eles se efetivam na prática, por isso é competência do professor assumir o papel de pesquisador.

•O planejamento é um outro elemento que considero primordial uma vez que o ato de planejar caracteriza-se pela ação reflexiva, que demanda leituras e intervenções intencionais. É notório a constante preocupação dos educadores em superar a monotonia e o desinteresse do processo ensino-aprendizagem de alunos, bem como os resultados insatisfatórios das avaliações e o elevado índice de evasão. Ao utilizar tecnologias digitais é possível aproximar-se mais da linguagem dos alunos nas suas mais diversas manifestações e assim conseguir, a partir de uma relação dialógica, fomentar o espírito cooperativo e colaborativo. Contudo, não será na base do improviso que os resultados desejados poderão ser alcançados, é preciso perseverança na elaboração de cada estratégia a ser vivenciada.

•Se pensarmos nas possibilidades de diálogo em rede que as tecnologias digitais podem promover, podemos também pensar em ações que promovam colaboração e cooperação, os resultados podem superar nossas expectativas uma vez que a relação entre sujeitos e sem dúvida surpreendente em todos os sentidos.

•“Aprender a aprender” e “aprender a fazer” caracteriza naturalmente uma proposta bem elaborada com a inclusão de tecnologias digitais, especialmente porque os avanços nessa construção são cotidianos, o partilhar é fundamental, não é possível centrar em si mesmo. A palavra de ordem é movimento, você e eu juntos partilhando experiências, vivendo-as coletivamente, experimentando-as, acertando e errando sempre. È no laboratório coletivo do uso das tecnologias digitais que avaliamos, construímos e promovemos saberes.

•A dimensão tempo e espaço de aula ganha uma nova configuração. Desconectar-me ou não é uma escolha que faço a cada minuto. Os saberes podem ser construídos coletivamente sem que a relação física seja uma exigência. É claro que vai exibir muito mais de todos os envolvidos, mas é inegável que essa relação tem sido sedutora.

Por fim, gostaria de ressaltar que os desafios e limites aqui partilhados são provocações objetivando nutrir nosso desejo de cada dia mais realizar leituras nesse vai e vem que é a existência humana. As tecnologias digitais nesse cenário é um elemento que merece especial atenção porque pode constituir-se em uma excelente ferramenta avaliativa de adequação ou inadequação de nossas propostas educacionais.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A vida


A vida é um presente contínuo
Uma revelação de acontecimentos inusitados
Uma experiência  que se sente no coração
E na mente a torna razão.
Assim sou eu e você.

Meu mestre minha vida


SNOPSE

O filme Meu Mestre, Minha Vida, baseado em fatos reais, retrata a história de uma escola em Nova Jersey, EUA que vem ao longo de alguns anos enfrentando problemas de acentuada violência e tráfico de drogas. Um ex-professor da escola que havia sido demitido há vinte anos, aceita o desafio de voltar à escola e provocar mudanças radicais nesse cenário. Com métodos surpreendentes e pouco convencionais, o atual diretor consegue elevar o índice de aprendizagem dos alunos, conduzindo-os a aprovação no exame final realizado pelo governo Estadual; combate o consumo de drogas e diminui o nível de violência. Essa trajetória é mercada por grandes desafios, construções de amizades e inimizades, disputa de poder e, sobretudo, pela entusiasmo de um educador que acredita ser possível a transformação. Essa trama baseia-se na história real de Joe Clark, ex-ídolo do beisebol norte-americano.